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Junta de Freguesia - História da Terra

GENERALIDADES

 


 

Padroeiro: N.ª Sra. da Oliveira 

População:  1800 habitantes, 1006 eleitores

Área:  13,8 Km2

Actividades económicas: Agricultura, indústria de extracção de produtos químicos e pequeno comércio

Festas e Romarias: Nossa Senhora da Oliveira - Agosto, Senhor do Calvário - 3 de Maio e Domingo de Ramos, Santíssimo Sacramento - Junho, Nossa Senhora de Fátima, Santo Amaro - 2.º domingo de Julho, Mártir S. Sebastião - 1.º Domingo de Agosto

Património cultural e edificado: Santuário do Senhor do Calvário, igreja matriz, quinta do Juncal, moinhos e azenhas  

Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de Sevilheira, Grupo Desportivo de Matacães, Associação de Caçadores de Matacães , Associação Cultural Beneficente Mártir S. Sebastião de Ribeira de Matacães

Gastronomia: Cachola de porco, arroz de matança, doce de abóbora e uvada

Artesanato: Rendas e bordados

 

 FESTAS, FEIRAS E ROMARIAS
 
 

Nossa Senhora da Oliveira - Agosto

Senhor do Calvário - 3 de Maio e Domingo de Ramos

Santíssimo Sacramento - Junho

Nossa Senhora de Fátima 

Santo Amaro - 2.º domingo de Julho

Mártir S. Sebastião - 1.º Domingo de Agosto

 
 

 

 
RESENHA HISTÓRICA

 


     Segundo a tradição, o topónimo está relacionado com as guerras da Reconquista Cristã entre as tropas de D. Afonso Henriques e os mouros. Depois da conquista de Torres Vedras, os cristãos caíram em cima do inimigo, com as frases "mata esses cães" a ecoar nas bocas dos portugueses. Assim ficou o nome Matacães.
 
 
 

     O território que hoje constitui esta freguesia foi povoado desde tempos pré-históricos. O castro da Fórnea e a necrópole da Portucheira confirmam a presença humana no seu termo desde a época Neolítica e a Idade dos Metais. Quanto aos romanos, existe uma lápide com motivos astrais, lucernas e um "in-fundibulum" muito raro, que parece de inspiração cartaginesa.

      Em termos eclesiásticos, a paróquia de Nossa Senhora de Oliveira, instituída em 1559, foi um priorado da apresentação da colegiada de S. Miguel de Torres Vedras. Tinha de rendimento anual cem mil réis e o pé-de--altar, quantia bastante elevada tendo em conta a média das paróquias da sua dimensão.

     Em 1507, no tombo dos bens da confraria do mesmo nome, a freguesia aparece com a denominação de Santa Maria do Mosteiro de Matacães. O mosteiro, com efeito, esteve para ser construído num bosque que existia perto da igreja paroquial. No entanto, a falta de água levou os frades arrábidos, que lideravam todo o processo, a construí-lo em Barro em 1570.

     A origem desta igreja é descrita por Frei Agostinho de Santa Maria em "Santuário Mariano": "Em eras remotas havia n’este sítio, em que depois se fundou a aldeia de Matacães, uma ermida dedicada ao Espírito Santo, e junto d’ella um pequeno terreiro, no qual se via, para o lado do norte, uma grande e única oliveira, no sítio mais eminente. Estavam aqui algumas casinhas ou choupanas, onde viviam os seus pobres habitantes. A esta pequena aldeia chamava-se então o logar do Espírito Santo.

     Na citada oliveira appareceu uma imagem de Nossa Senhora a um certo indivíduo, que deu logo parte a outros da milagrosa apparição. Participaram o facto ao prior da egreja de S. Miguel de Torres Vedras e aos sus beneficiados, a cuja freguezia pertencia o logar do Espírito Santo. O parocho e os beneficiados vieram acompanhados de muito povo ao sítio indicado, alguns d’elles viram a santa imagem, e querendo aproximar-se para a tirarem e levarem para a egreja, a imagem desappareceu. Alguns dias depois tornou a ser vista na mesma arvore. Dez vezes o parocho tentou trazel-a para a egreja, mas a imagem desapparecia sempre, apenas se aproximava da arvore. Decidiram então erguer n’aquelle mesmo sitio um santuario, para o que depressa se juntaram bastantes offertas, mas quando a capella estava construida, a imagem havia desapparecido, e resolveram então mandar fazer outra imagem, de pedra, e a collocaram no altar da capella."

     Para a população, no entanto, as folhas da oliveira, ou mesmo a madeira que a constituia, tinham algo de milagroso. Fervida em água, seria infalível para imensas doenças. A excitação popular foi tanta que, pouco tempo depois, a oliveira encontrava-se completamente despida, pois as pessoas, que vinham de longe, retiravam as folhas para tentar a cura das suas maleitas. Segundo Frei Agostinho de Santa Maria, na obra já citada, o aparecimento da imagem na oliveira ter-se-á dado por volta do ano de 1500.

     O crescimento demográfico de Matacães tem sido lento mas contínuo. Tinha 1315 habitantes em 1890, 1432 em 1930 e cerca de 1800 actualmente. É uma população que tem na agricultura e na pequena indústria as suas principais fontes de rendimento.


 

 


 
 
 
 
 


 
 
 

  
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